No Rio de Janeiro do final do Império, um cortiço se ergue como habitação coletiva de operários, imigrantes e marginalizados. Ali, entre corredores apertados e quartos amontoados, vivem homens e mulheres que lutam dia após dia pela sobrevivência. João Romão, português ambicioso, é dono do cortiço e da pedreira, explorando os moradores para subir socialmente. As tensões se acumulam quando os desfavorecidos confrontam o meio e as condições nas quais habitam. A narrativa revela como o ambiente impõe formas de vida e destino ― o cortiço torna-se personagem e metáfora da desigualdade social. A realidade se impõe sem artifícios, mostrando a brutalidade e a condição humana nesse microcosmo popular.
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